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  • Foto do escritorEliseu Matioli

A Guerra Fria nunca acabou!

A disputa entre oriente e ocidente nunca não acabou


Imagem original disponível aqui


As tenções entre Estados Unidos e Rússia tem uma crescente desde poucos meses antes do início da guerra entre Ucrânia e Rússia.


Na verdade, desde a ascensão da União Soviética, no final de 1922, ambas potências mundiais são opostos em ideologias, crenças, políticas públicas e formas de governança.


Os norte-americanos sempre se sentiram ameaçados por esse “monstro” do Oriente que tem forte poder econômico, político e territorial. E mais recentemente tem sido um grande aliado de outro país que tem os Estados Unidos da América (EUA) como oponente, a China.


Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo foi palco para a dança dessas duas grandes nações que traziam encarnadas em si ideologias completamente diferentes umas das outras (comunismo e capitalismo).


Em 1947 a Guerra Fria assombrou o planeta com batalhas indiretas entre os ianques e os soviéticos.


Com o fim dessa guerra em 1991, houve a esperança de que o mundo finalmente viveria a paz, mas a história não nos deixa iludirmos com essa falsa ideia de que a paz reina no mundo.


Mesmo com a queda do muro de Berlim e o fim da Cortina de Ferro, EUA e Rússia matem-se no combate, mas ainda como durante a Guerra Fria, de forma indireta.


Por mais que não existam mais os Países do Eixo ou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) continua crescendo e expandindo seu poder e território de influência.

Vale lembrar que a OTAN foi criada em 1949 com o objetivo, em primeiro lugar, de atuar como um obstáculo à ameaça de expansão soviética na Europa após a Segunda Guerra Mundial.


Pensando nesse sentido, a OTAN continuar crescendo e aumentando seus laços militares com diversos países, mesmo com o fim da União Soviética, pode soar como uma afronta ao poder e soberania da Rússia.


Essa ameaça fica nítida aos olhos de Vladimir Putin, atual presidente russo, ainda mais sabendo que o mesmo atuou como agente da KGB (Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti) que era o Comitê de Segurança do Estado da URSS.


A atual guerra entre Rússia e Ucrânia tem como um dos estopins a abertura que Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, vinha dando aos países da OTAN, principalmente EUA, para que bases militares e treinamentos fossem realizados na Ucrânia.


É claro que uma guerra que mata inocentes e massacra territórios talvez não tenha sido a melhor saída, porém a Rússia vem sendo ameaçada com o constante crescimento dos aliados da OTAN em territórios muito próximos aos seus.


Esses fatos e diversos outros acontecimentos influenciaram a guerra e uma aproximação muito maior entre Putin e Xi Jinping, atual presidente chinês.


Nesse contexto é possível inclusive levantar dúvidas quanto a última pandemia vivida pela humanidade, a de SARS COV 2.


Sabendo que o vírus surgiu na China e que o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, o FBI, já se pronunciou dizendo que vazamento de laboratório na China provavelmente causou a pandemia de Covid, seria possível que o vírus tenha sido vazado propositalmente para enfraquecer as economias mundiais?


Todas as maiores economias do mundo foram sucateadas, principalmente a dos EUA.


A China, por outro lado, conseguiu manter-se, mesmo com algumas quedas, como um gigante econômico mundial.


Além da China, outros países sinalizaram apoio ao governo russo em uma possível represália de países da OTAN.


Entre esses países estão "filhos da URSS" como Venezuela, Nicarágua e Cuba, mas além deles existem ainda Índia, Síria, Irã e outros.


No atual governo brasileiro, Lula da Silva já fez diversas declarações que são interpretadas como um apoio fiel a Rússia no decorrer do confronto contra a Ucrânia.


Dessa forma, dentro do Brics (grupo de países emergentes que tem como objetivo a cooperação econômica e o desenvolvimento em conjunto), apenas a África do Sul não tomou o lado russo no embate, sendo que Brasil, Índia e China já sinalizaram o apoia a Rússia, que também integra o grupo econômico.


Seria o Brics uma nova ameaça para OTAN e o novo risco dos EUA não ser mais o país "chefe do mundo"?


Em meio a esse cenário é evidente que a Guerra Fria não teve fim, ou ao menos recomeçou.


Resta esperar o posicionamento oficial do Brasil quanto a essas situações.


A Terra de Santa Cruz deve aliar-se de fato a um bloco de países com o foco em desbancar a potencia norte-americana, mesmo sendo ditaduras a maioria dos países que se aliaram à Rússia?

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